06 janeiro 2015

Resenha | Insurgente

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Título: Insurgente
Original: Insurgent
Autor: Veronica Roth
Editora: Rocco Jovens Leitores
Páginas: 511
Avaliação:  (5/5)
   
   Depois do acontecimento final de Divergente, Tris se torna uma menina perturbada por suas atitudes e sentimentos. Deixa de ser  magricela e corajosa, para se tornar uma pessoa traumatizada. Porém não é algo extremamente cansativo ou irritante, dá para entender os motivos que a levaram a ficar assim. Enquanto isso, Quatro começa a se mostrar mais nesse segundo livro.

   Insurgente é cheio de ação tanto quanto seu antecessor. Veronica Roth consegue criar ainda mais situações de tirar o folego. A tensão fica bem evidente no segundo livro, especialmente quando Tris enfrenta Jeanine.

   Em Divergente fiquei feliz com o pouco romance, mas isso não ocorre muito em Insurgente. Nesse livro o Quatro está cada vez mais meloso com Tris, e ela fica entre seu jeito durão e de garota apaixonada. 

   A autora começa a soltar os mistérios que envolvem essa Chicago distópica, e a partir daí começamos a entender o porque da criação das facções e o papel dos divergentes nessa história. 

   O leitor não necessita voltar ao primeiro livro para relembrar o que aconteceu, pois a leitura já começa com eles ainda dentro do trem durante a sua fuga, isso foi um ponto positivo, porque parecia que não tinha parado a leitura. Não achei que a autora soube ter a dosagem certa para o romance e o drama, ficou muito focado na luta, porém quando há as cenas românticas, compensa tudo. Gostei de como ela jogou uma bomba no final do livro. 

   Fica impossível não fazer as comparações sobre como os personagens se comportavam no primeiro livro e como amadureceram. Tris, diversas vezes, me irritou com seu jeito independente de ser, pois acabava se distanciando das pessoas que estavam sempre presentes em sua vida. Acredito que em cada nova ação tomada por ela ficou mais evidente que não consegue ter somente um sentimento e que é diferente até mesmo dos Divergentes.


"Quando a batalha finalmente termina, minhas roupas estão mais coloridas de tinta do que pretas. Decido guardar a camisa, para me lembrar do motivo original que me levou a escolher a Audácia: não foi por eles serem perfeitos, mas porque estão vivos. Porque são livres."
   

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